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sábado, 23 de maio de 2015

Vendilhões da Esperança Mercadores de Ilusões

Por:Aline Mendes
Edição:Romário Júnior


                                                             (Arquivo Pessoal Luiz Soares)


A Escola de Samba “União da Esperança”, fundada em 14 de agosto de 1958, vem desenvolvendo um trabalho de passar às gerações futuras um samba que faz escola há  57 anos.  A escola tem como símbolo a Águia altaneira. A Verde e Rosa de Custodópolis está desenvolvendo para o Campos Folia 2015 o enredo “Vendilhões da Esperança, mercadores de ilusões”, sob a direção de Ecivalter Germano Rosa atual presidente da executiva.

O Mercado é uma instituição que coloca os vendedores e compradores em contato direto, para promover a troca de bens econômicos por produtos, que se entregam imediatamente ou no futuro. O Mercado de Campos dos Goytacazes já teve várias localizações, e denominações. Em épocas remotas o pescado era encontrado nos pontos de venda  em locais conhecido como Bancas do Pescado, em  grande número na beira do rio Paraíba do Sul, enquanto que as mercadorias que não eram encontradas nos armazéns, era vendido na Quitanda Velha.

O carnavalesco Luiz Soares, fala dos preparativos para encantar o público. “E os Mercadores da União da Esperança, que somos nós, vendemos sonhos em verde e rosa tal qual o Mercador de Veneza de Shakespeare, mentolados com ilusões em forma de folia. Fiz o enredo, pois além de gostar de contar histórias reais na avenida, sou apaixonado pelos mercadores em especial os mercadores históricos das pranchas e o prédio centenário do mercado de campos. Para se contar a história na avenida tem que ter uma pesquisa histórica da mesma partimos para o texto histórico do enredo que é distribuído aos compositores que é escolhido por um grupo de jurados e velha guarda da escola”. Diz Luiz.


                Luiz Soares - Carnavalesco (Arquivo Pessoal Luiz Soares)

Está sendo preparada uma torre com o relógio francês com 10 metros de altura, com movimentos.  A ala Cabrunco Xing ling do camelô, Uma sátira ao camelódromo. O cabeça desfila como primeiro carrinho de churrasco dele com a família e amigos. Tradicional com sua pastelaria, dona Dora. Os destaques da escola de samba será Nelcimar Pires e Tilma Pires, o estilista representará os mercadores do oriente com o pavão encantado e a mãe será destaque no carro principal com uma corte de 10 negros ricamente vestido fazendo uma alusão a mão de obra construtora do prédio  do mercado. Os arabesques arte nouveau do mercado circundam o carro. A Águia mãe mercadora mede 30m de comprimento, com 12m de altura. 


Todo esse trabalho da escola União da esperança e demais agremiações carnavalescas de Campos pode ter que esperar um pouco mais para entrar na avenida. 
Devido à crise que passa o país, o carnaval fora de época de Campos poderá ser adiado.


                                          Colaboração: Hélvio Cordeiro

segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Aqui comigo é BBB: bom, bonito e barato"

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

     Na correria do dia a dia, é preciso disposição para encarar os desafios que a vida nos reserva ao longo de sua trajetória. E na luta em busca do pão de cada dia, muitos são os trabalhadores - sejam lá formais ou informais -, que usam e abusam de toda criatividade possível para defender e garantir com dignidade o sustento de si e da família.
   Com os camelôs por exemplo, essa realidade é normal, ganha mais, quem vende mais e pelo menor preço. Para eles, o lema é garantir o sustento no peito, na raça, na criatividade, no talento, no grito, na manha. A partir daí, conta mais o desempenho de cada um.
    Há quatro anos no camelô de Campos, Alfredo Ramos Correia, o Alfredinho, é natural de Minas Gerais, e mora há 10 anos na cidade.


    
   Para Alfredinho, não basta só vender de tudo um pouco, é preciso ser bastante criativo para convencer o cliente a comprar o produto que se está vendendo.
   Ele costuma dizer em alto e bom som, "Aqui na minha mão, tem jogo, tem desconto e garanto, é bom, bonito e barato. É só chegar, conferir e comprovar que com certeza leva. E aí, vai levar o que hoje hein?"
   Ele confessa que não se imagina fazendo outra coisa senão a que faz há quase cinco anos no Shopping Popular, por se considerar uma pessoa bastante comunicativa.