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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Feirante sustenta família com a venda de milho

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   Há 30 anos trabalhando no Mercado Municipal de Campos com a venda de milhos, Nelson Morais ou "Nelson do milho" - como é conhecido pelos seus fregueses e consumidores, fala sobre sua vida dentro da feira e de como as coisas mudaram negativamente para ele, "O nosso trabalho aqui é muito exaustivo, e não temos valorização e estrutura para exercer nosso trabalho com dignidade. Acordo às 3h, e às 5h tenho que estar com tudo pronto, mas hoje infelizmente, as vendas caíram drasticamente. Em torno de anos atrás, eu vendia em uma semana aproximadamente cerca de 1200 milhos, hoje consigo vender metade, em um mês". 



   O senhor Nelson, se diz orgulhoso com a profissão e agradece aos milhos, por o que conquistou, "Foi com a venda do milho que comecei a ganhar algo na vida e sustento até hoje minha famílias, assim criei meus filhos e vou seguindo em frente", concluiu o feirante.

sábado, 6 de junho de 2015

"Tive que tirar meu filho do colégio particular", afirma camelô.

Por Romário Júnior
Edição: Amanda Barreto


    Se já não bastasse a crise financeira e o desemprego, a mudança do camelô está refletindo de forma negativa nas vendas e preocupando os comerciantes que dependem do sustento do camelódromo para sobreviver. 



   É o caso da senhora Tereza Cristiana, de 54 anos. Ela trabalha há 10 anos no Camelô e agora tem que lidar com os produtos encalhados nas prateleiras. "A situação está muito difícil, a mudança causou um desastre nas vendas. o movimento enfraqueceu e o jeito é ter criatividade para tentar vender algum acessório", constata Dona Tereza. 
   A queda das vendas foi tão grande que chegou a afetar a família de Tereza Cristina. "Por motivos de ordem financeira tive que tirar meu filho do colégio particular e pôr na escola pública. Tive que cortar alguns gastos necessários, porque as despesas já eram maiores que o meu salário", finalizou.



sábado, 30 de maio de 2015

"Não acredito que as obras do camelô serão concluídas", afirma camelô.

Por Romário Júnior 
Edição: Amanda Barreto

 Nem os preços baixos e a variedade de produtos são suficientes para atrair os consumidores para o centro de comércio informal, popularmente conhecido como camelódromo em Campos do Goytacazes. Há 1 ano e 3 meses após a mudança do local de comércio, várias promessas foram feitas para melhorar a estrutura e a divulgação do local. O problema é que até hoje, nada foi cumprido e a situação só tende a piorar. 


 Trabalhando há 5 anos no camelô, Wellington da Silva, de 34 anos reivindica os problemas que está enfrentando no camelô. "Estou trabalhando aqui porque preciso, mas não posso mentir e falar que a mudança me trouxe algum benefício, só fez piorar. Não sabemos o que vai acontecer com todos nós daqui pra frente."



 O permissionário diz que com a mudança de local as compras despencaram e deram lugar aos prejuízos; "As vendas caíram mais de 50%, ainda tenho sorte de ter meu ponto de venda no começo da passem de pessoas no camelô, assim ainda consigo me sustentar, se meu ponto de comércio estivessem lá atrás, já estaria fechado e buscado outro emprego. Não acredito que as obras de reforma do camelô serão concluídas." Finalizou. 


quinta-feira, 28 de maio de 2015

A criatividade é o sucesso garantido

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares 

   Diz o ditado que "a propaganda é a alma do negócio", e a expressão vale para diversas situações. Inclusive para quem trabalha no camelô, anunciar o produto de maneira criativa pode gerar boas vendas. Em Campos dos Goytacazes, o antigo costume ainda é mantido, mas com adaptações bem humoradas. 


   Trabalhando há 20 anos no camelô de Campos, Paulo Pereira, 50 anos, mais conhecido por sua clientela como Paulinho, conta detalhes sobre a sua vida de comerciante, "Aqui eu vendo carteiras, relógios, celulares, controles remotos, fones de ouvido, lanternas, acessórios, produtos dos mais diversos. Material legal que atrai clientes, que vem para comprar e até revender em outros lugares. Sempre tento puxar assunto com o cliente, incentivar a pessoa falar o máximo possível, virando um amigo fiel  dos clientes. Certamente dias depois, eles já identificaram meu ponto de venda e vem aqui me encontrar para comprar meus produtos" relata o comerciante.


   Paulinho ainda ressalta que todo trabalho tem que se fazer com dedicação,"Eu amo o que faço, transmito humanidade, carinho, atenção e simpatia. Sou um homem realizado, graças a Deus. O camelô representa tudo em minha vida." concluiu Paulo. 

sábado, 23 de maio de 2015

"Sofremos pressão psicológica", afirma feirante.

Por Romário Júnior
Edição: Amanda Barreto


     Cada fruta ou hortaliça tem seu lugar. Algumas ficam até em destaque, para encantar o cliente de imediato. Embora seja um trabalho cansativo, o feirante Samuel Coutinho Gomes, de 48 anos, monta sua barraca e ordena seus produtos com muito carinho; ele é um representante da simplicidade e do amor ao trabalho. 



     Trabalhando há 25 anos no Mercado, com muita simpatia e boa vontade, o senhor Samuel é uma amostra dos legítimos trabalhadores brasileiros. "Com 15 anos eu já comecei a trabalhar na roça, plantando tomate, cebola, melão, e sempre gostei. Depois arrumei um emprego de caldeireiro, trabalhando com soldagens; aos 23 anos comecei aqui na feira livre, tendo meu próprio negócio e hoje é o sustento da minha família. O Mercado representa para mim uma fonte de sobrevivência", afirma o feirante.





     Perguntado sobre a possível reforma do Mercado, o comerciante se mostrou preocupado e pessimista em ralação a mudança; "Não vejo o Mercado Municipal em outro lugar, estamos acostumados aqui, os fregueses já sabem onde me encontrar. Não temos nenhuma garantia de como será essa mudança. Sofremos pressão psicológica, fico com medo de como será se realmente a feira mudar, me preocupo com as vendas e o meu sustento", teme o feirante. 













quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nem uma moedinha de um real

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   Há mais de 45 anos no camelô, Eliete da Silva tem 65 anos e é mãe de 3 filhos. Ela faz duras críticas às obrigações que foram prometidas após a mudança do Shopping Popular. "Não dá mais para confiar nas promessas que foram ditas a nós, porquê até hoje não foram realizadas. Precisamos de uma certeza, porque nesse local não há estrutura para trabalhar. Aqui nós não conseguimos vender 10% do que vendíamos há 1 ano e 3 meses" disse a camelô. 


   Eliete ainda se mostra bastante pessimista em relação a alguma melhoria no camelódromo, "Não me iludo esperando que algo melhore aqui dentro. Ainda bem que sou aposentada, porque não teria como sustentar minha família só com o dinheiro das vendas daqui. Tem dias que não consigo arrecadar nem R$1, o movimento é muito fraco" lamentou a permissionária.

sábado, 16 de maio de 2015

"Somos a última opção", diz feirante.

Por Romário Júnior
Edição: Amanda Barreto

     As pessoas que tem o costume de ir bem cedinho à feira e frequentam diariamente o Mercado, dificilmente pararam para pensar em algo muito interessante: se você chegou ao amanhecer para comprar o que deseja, imagina há quanto tempo os feirantes já estão acordados para te fornecer as verduras mais frescas?

     É o caso de Ademir Alves da Silva, que está na feira livre desde os 14 anos. Hoje, com 54 anos, ele acorda às 2 horas da manhã, chega ao Mercado uma hora depois, e já começa o batente: arma sua barraquinha, organiza a mercadoria e às 4 da manhã já está tudo pronto para vender as diversas variedades de frutas, verduras, hortaliças e lacticínios. Esse é a sua rotina diária, e dessa batalha que ele tira o sustento da família. 



     O senhor Ademir ainda ressalta que a vida de um feirante não está nada fácil, ele diz que é preciso muito esforço para conseguir sobreviver trabalhando dentro do mercado. "Hoje em dia, as vendas e o movimento caíram drasticamente; os feirantes, inclusive eu, trabalhamos para sobreviver. O movimento só melhora do dia 1 ao dia 15 de cada mês, porque as pessoas do interior, que recebem seus pagamentos, vêm ao mercado para fazer a feira. Não temos estrutura para concorrer com supermercados ou hortifrutis, somos a última opção de boa parte da população de Campos", lamentou.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por que não o Mercado?

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   O Mercado Municipal tem de tudo um pouco, vende-se frutas, legumes, carne, etc. Mas algumas pessoas preferem ir aos supermercados e hortifrutis ao invés da feira livre. É o caso da Silvânia Bastos, 37 anos, casada, mãe de dois filhos e empreendedora.





   Sobre o porquê da opção entre hortifruti e mercado, Silvânia afirma a preferência pelos hortifrutis, apesar de ter no mercado as mesmas frutas, e até com o preço mais em conta, "Opto por hortifrutis e supermercados pela limpeza e higiene no local e pela procedência e qualidade dos alimentos, assim estando segura de onde vem e o que eu estou comprando. Minha preferência é esta também pela comodidade e segurança do estacionamento e pelo ambiente limpo e refrigerado, que na feira livre não se encontra", ressaltou.

   Já Lúcia de Oliveira, de 54 anos, escolhe fazer suas compras no hortifruti, mas destaca outros pontos, "Faço essa opção pela facilidade na escolha da forma de pagamento dos produtos, além de dinheiro, podemos usar ainda cartões de crédito e de alimentação. Tendo em vista ainda que nos hortifrutis temos a certeza de que frequentamos um ambiente limpo e com tranquilidade para realizar nossas compras", concluiu Lúcia.

sábado, 9 de maio de 2015

50 anos de muita história no Mercado Municipal

Por: Romário Júnior
Edição: Geovana Barcelos e Yan Tavares

São 35 anos tendo sua vida dedicada a servir pastel de feira no Mercado Municipal de Campos do Goytacazes. Antônio Jorge da Silva de 63 anos conta que está no mercado há 50 anos, chegou aos 13 anos, na época começou a trabalhar ajudando seu pai a vender frutas, verduras, dentre outras coisas.


   Aos 28 anos resolveu criar o seu próprio negócio e nasceu a ideia de ter uma pastelaria. Antônio afirma que sempre sonhou em ter um negócio criado e fundado por ele mesmo "Desde de criança sempre batalhei para ter meu próprio negócio, daí tive a ideia de ter uma pastelaria, no começo nada é fácil mas se você tem um objetivo tem que ir até o final."
   Aposentado, casado, pai de 3 filhos e 4 netos, Antônio Jorge da Silva ainda ressalta que com a pastelaria criou muitas amizades verdadeiras; "É muito tempo dedicado à pastelaria, praticamente nasci e fui criado no mercado, construí muitas amizades duradouras, que levarei pra sempre comigo."
   Perguntado sobre a polêmica mudança e da forma do Mercado Municipal, Antônio foi muito direto na sua opinião sobre o assunto. "Sou totalmente contra, mudar a feira livre é fácil, mas mudar o mercado inteiro não tem a mínima condição, não tem estrutura e não há nenhuma garantia e pra mim trabalhar tem que ter estrutura, vai investir milhões nessa obra, nós mudamos de local e quando voltarmos o que irão fazer com o dinheiro que foi investido na mudança?" Enfatizou o feirante.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Com renda de 40 reais por dia, feirante enfrenta dificuldade para sustentar a família

Por Romário Júnior 
Edição: Amanda Barreto

     De família humilde, com 10 irmãos, uma vida difícil e sofrida, Elias de Oliveira tem 54 anos, é casado e pai de 3 filhos. Ele conta detalhes da sua trajetória até chegar ao Mercado Municipal de Campos e porque é contra a reforma e mudança do Mercado.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

Aos 106 anos, a religião umbandista ainda enfrenta preconceitos

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares
Fundada há 107 anos por Zélio Fernandino de Morais no Estado do Rio de Janeiro, a umbanda é considerada por seus seguidores como uma religião sincrética, uma mistura de elementos de uma religião com outra (Indígenas, africanas e cristã).

Há 10 anos no Mercado Municipal de Campos, casado e pai de uma menina, Felipe Angel de Souza, 29 anos, é a terceira geração de umbandista de sua família. A religião começou com o avô  Licomendes de Souza, passou para o pai Geraldo de Souza até chegar a ele. Felipe, dono de um comércio de Artigos de Umbanda, conta o que realmente a religião prega, acredita e ensina:



"Umbanda é uma religião linda, fascinante, encantadora, é uma religião brasileira, fundada por um brasileiro. Umbanda é uma religião que pratica única e exclusivamente o bem e acredita em um único Deus - Olorum - , qualquer coisa diferente disso não é Umbanda. A religião está aqui pra te ensinar a ser uma pessoa melhor, um dos maiores objetivos da Umbanda é a prática da caridade e do amor. Amor para ajudar aos necessitados, amor pela caridade. Não praticamos e não temos nenhuma relação com rituais de despachos ou algo semelhante, a Umbanda é paz, amor e caridade," concluiu.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Feirante de Tradição é Contra a Reforma

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares
    
   Jorge de Souza, mais conhecido como "Jorginho da laranja", há 34 anos trabalhando no mercado, fala como representante da sua família no mercado municipal. Jorginho é mais um ao contra a mudança somente da feira livre do mercado municipal, ele também compartilha da ideia de que deveriam sair todos juntos, e conta como essa mudança irá prejudicar o rendimento da sua venda de verduras, legumes e frutas.


sábado, 25 de abril de 2015

Conversa de Botequim

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   O Mercado municipal de Campos. tem 726 pontos comerciais entre bancas, boxes e lojas que empregam diretamente cerca de 1700 pessoas. Com características de negócio familiar, encontramos frutas, verduras, hortaliças e peixes, além de açougues, pastelarias, lojas especializadas em candomblé, ervas, remédios naturais, lanchonetes, papelarias, armazéns e os Botequins.

Robson de Souza Pereira, mais conhecido como Robinho.


   Frequentado por uma clientela fiel, que não abre mão de um bom tira-gosto, o Bar do Robinho, segundo ele próprio, é o mais famoso do Mercado Municipal, tanto que foi necessário expandir o negócio, tamanho o movimento nos finais de semana. Com o atrativo da especialidade do bar nos mais tradicionais petiscos de boteco, como mocotó, dobradinha, entre outros da qualidade, nos finais de semana, o Bar do Robinho tem hora pra abrir, mas não pra fechar.

   Após trabalhar na peixaria e em bancas de verduras no próprio mercado, Robson de Souza Pereira, de 40 anos, conta que já está no local há mais de 22 anos e desde então dedica boa parte do seu tempo ao mercado, "Desde que peguei o ponto, trabalho com tira-gosto e bebidas. Hoje o meu bar é tradicional porque as pessoas sabem que vão encontrar aqui uma comida de qualidade e um bom atendimento. Aqui temos comida fresca, gostosa e de qualidade. Quem vem aqui uma vez, sempre volta.", diz.

   Em função do grande movimento, Robinho hoje ocupa lojas dos dois lados, além do corredor, onde nos finais de semana, ele coloca mesas para melhor atender a freguesia. Sobre a rotina no mercado, ele afirma "Mercado e Rodoviária são locais onde tudo é possível, onde tudo acontece, já vi muita coisa aqui, mas com o tempo se acaba acostumando, até porque todo dia tem uma novidade, um cliente novo. Aqui se encontra uma mistura de tudo que não tem em lugar nenhum", analisa. 

Colaboração: Patrícia Bueno e Keilla Thederich

quinta-feira, 23 de abril de 2015

História, Curiosidades, Dados e a Polêmica Reforma do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes

Por Romário Júnior 
Edição: Yan Tavares                 


      No dia 15 de setembro de 1921, há mais de 93 anos era inaugurado em Campos, o novo Mercado Municipal, pelo então prefeito Benedito Gonçalves Pereira Nunes (nos anos de 1928 há 1930). Hoje famoso pela variedade de produtos e serviços, o mercado, segundo informações do diário do nordeste, recebe um público diário de 3 mil pessoas e gera cerca de 2 mil empregos. 
    O mercado municipal vai passar por uma reforma, segundo a prefeitura de Campos, devido a  necessidade de mais espaço e organização no local, para se tornar mais acessível tanto ao público como aos feirantes. Mas mudança de local e reforma, estão causando muitas divergências de opiniões.
   Um exemplo disso é a Socióloga Carmem Eugênio no vídeo abaixo onde conta a história, explica algumas curiosidades e expõe sua opinião sobre a mudança do Mercado Municipal de Campos do Goytacazes. Veja: