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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Feirante sustenta família com a venda de milho

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   Há 30 anos trabalhando no Mercado Municipal de Campos com a venda de milhos, Nelson Morais ou "Nelson do milho" - como é conhecido pelos seus fregueses e consumidores, fala sobre sua vida dentro da feira e de como as coisas mudaram negativamente para ele, "O nosso trabalho aqui é muito exaustivo, e não temos valorização e estrutura para exercer nosso trabalho com dignidade. Acordo às 3h, e às 5h tenho que estar com tudo pronto, mas hoje infelizmente, as vendas caíram drasticamente. Em torno de anos atrás, eu vendia em uma semana aproximadamente cerca de 1200 milhos, hoje consigo vender metade, em um mês". 



   O senhor Nelson, se diz orgulhoso com a profissão e agradece aos milhos, por o que conquistou, "Foi com a venda do milho que comecei a ganhar algo na vida e sustento até hoje minha famílias, assim criei meus filhos e vou seguindo em frente", concluiu o feirante.

O amor pelo Mercado

Por: Geovana Barcelos
Edição: Romário Júnior

Há cinco anos nos Mercado municipal de Campos, Rodrigo Souza ajuda o seu sogro na feira, sempre que lhe sobra um tempo e com isso, tira algum dinheiro extra que o ajuda bastante no final do mês. Sobre o processo de reforma para a revitalização do Mercado, Rodrigo revela ter medo de acabar perdendo essa renda extra que obtêm, devido à mal localização do que seria a localização provisória  do Mercado e fazendo do camelô um parâmetro, ele pensa que podem ser dias difíceis.


 "O camelô mudou de local e teve prejuízo, tenho medo que isso possa acontecer com o Mercado" afirmou o feirante. Além do medo de ficar no prejuízo, há também a apreensão que se modifique sua localização em caso de um possível retorno, "Tenho medo de quando voltar, ficar em um lugar escondido" finalizou Rodrigo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

"Nós estamos enfrentando um recomeço'', afirma feirante.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto


     Há 14 anos trabalhando em sua banca com artigos para presentes - como bolas, pelúcias  e bolsas - Jorge da Rocha Barcelos é mais um entre os muitos vendedores que sofrem com a baixa das vendas no atual camelódromo. Há 1 ano, o feirante está no atual ponto e revela que os produtos não são tão vendidos como no antigo local.



     ''As vendas estão paradas. Antes eu trabalhava no antigo ponto e já tinha os fregueses certos. Ao mudar, houveram dificuldades de localização. Estamos alcançando novos fregueses, mas a travessia da rua e a dificuldade em encontrar os nossos boxes, dificulta a vida dos compradores. Toda mudança enfrenta dificuldades, nós estamos enfrentando um recomeço'', afirmou o feirante.
     Seu Jorge, tira todo o seu sustento do mercado e conta que entrou para o ramo de vendas porque desde a infância, percebia que levava jeito para o comércio. 



segunda-feira, 8 de junho de 2015

De onde vem a carne do Marcado Municipal de Campos


Por: Alexandre Henriques
Edição: Yan Tavares

   É de grande importância para os consumidres, saber de onde vem o produto que vai para sua mesa. Diante disso, você consumidor do Mercado Municipal, tem aqui a resposta para tal. E fomos buscá-la, em entrevista com três açougueiros do Mercado.





  
   O pirmeiro entrevistado é Leonardo de Souza, que revela que a carne vendida em seus açougue é escolhida por um frigorífico que o revende,"O gado que vendo aqui, geralmente vem de Bom Jesus e São Franciso do Itabapoana" disse Leonardo.
   




  
   Já seu Manoel Francisco, hoje com 70 anos, contabiliza mais de 50 anos em seu açougue. Neste tempo, criou e sustentou sua família - cinco filhos e três netos -, com a renda obtida no Mercado. Perguntado sobre de onde vem a carne, ele revela que vem do mesmo lugar de Leonardo, "O animal que vendo aqui vem de alguns municípios, mas os principais são Bom Jesus e São Franscico do Itabapoana", revelou seu Manoel.







  
   Por último, Fernando Ribeiro declara que a carne que vende ali, vem de três municípios, "Além de São Francisco, minha carne vem de Campos e Macaé.
    Ele diz ainda que a fiscalização tem ajudado, com relação à procedência da carne, "Com este trabalho de fiscalização feito desde onde compramos, tem colaborado há alguns anos, afinal nós ficamos mais seguros na hora de comprar para revender, e o consumidor na hora de comprar conosnco para seu consumo", concluiu o açougueiro. 









Entre um bate papo e outro, a gente molha a palavra


Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares


   Política, mulheres, futebol, são alguns dos principais assuntos de boteco. Mulheres, esse assunto, sobra história, todas com vantagens favorecedoras, claro aos frequentadores e contadores de "causos". O tira gosto, já quase frio, esquenta as línguas afiadas dos novos e velhos personagens sempre presentes no mesmo cenário, com as mesmas falas decoradas, os mesmos temas, os desabafos de alguma coisa ou de coisa alguma.
   À frente de tal negócio, o gerente, atendente, ouvinte, mediador, apaziguador, ou simplesmente dono do boteco. Quanto a mediar, talvez fosse melhor dizer fazer média? Afinal, o freguês tem sempre razão, e não contrariar a clientela é regra básica, para não correr o risco de perdê la, assim o lema destes, é nunca discordar. 






   Nos botecos do Mercado Municipal, não é diferente, e os assuntos prometem, quanto ao que se é consumido e nem sempre é pago - os famosos fiados -, fica registrado, ou melhor, pendurado no famoso e empoeirado caderninho de ocorrência, de anotações, ou mesmo de fiados. De fato, fica tudo em casa, opa, no boteco, que já tornou-se para uns, endereço referencial, ou mesmo fixo, para aqueles que viram parte deste ambiente com as famosas falas: daqui não saio, daqui ninguém me tira, não, aqui me ninguém me trai, e oh, não me empurra não hein.
   Assim, caminha a vida nos botequinhos do Mercado, cheio de histórias, bebidas na mesa, muitos frequentadores e quase sempre, os mesmos, sempre com as mesmas desculpas para o fiado naquele tal caderninho famoso, que para a tristeza do dono do recinto, continua a todo vapor. Fato é que este, ouve sempre a mesma ladainha de seus amigos clientes e caras de pau, assíduos no local, aquela velha e repetida frase do tipo: "Pendura aí, que hoje eu tô sem um pau para atirar no gato!", e assim seguem estes estabelecimentos e clientes, mantendo suas tradições e a tradição do nosso Mercado.

domingo, 7 de junho de 2015

Camelô com muito orgulho

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   Na vida nem sempre se consegue fazer aquilo que realmente gosta, muitos se quer conseguem descobrir os seus dons e por consequentemente, tão pouco lapidá-los. Já para outros o talento bate na porta, e cabe a estes captar a mensagem, aperfeiçoar e colocar em prática o que se tem de melhor, em prol do sustento de cada dia, com dignidade e determinação. 
   O camelô Balbino Moisés dos Santos, ali conhecido por Bino, diz amar o que faz há quase seis anos no camelódromo, "Nem os altos e baixos nas vendas, me fazem desanimar de minha função, que muito me orgulha nesta vida. Nem as dificuldades que muitas vezes passamos aqui, me farão desistir do que faço e com muito orgulho escolhi fazer. Daqui tiro o principal sustento de minha família", disse o permissionário.

Bino é hoje, casado e pai de um casal de filhos - já adolescentes e estudando em escola pública. Ele lamenta por não ter melhores condições financeiras para proporcionar uma melhor educação para os seus filhos, "Gostaria de poder fazer mais por eles, mas faço o que minhas condições permitem", reclamou.
Sobre o espaço provisório, o ambulante lamenta a perda de alguns clientes, "Penso que a clientela acabou perdendo a referência do local onde já estavam acostumados a comprar. Por outro lado, a conquista do novo é sempre bem vinda", declarou. Esperançoso com relação às reformas para o Mercado Municipal e o Camelô, ele revela o que espera para o futuro, "Acredito em dias melhores para os camelôs campistas, apesar de infelizmente dependermos para o nosso sustento, de gestores com má vontade para conosco, isto é lamentável", concluiu o Bino do camelô.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Vai ficar complicado", diz peixeiro.

Por Alexandre Henriques
Edição: Amanda Barreto   


     Este é Roberto Santos Souza, ele tem 33 anos e trabalha na peixaria do Mercado há 5 anos.


     Segundo ele, a pesca feita duas vezes por semana em alto mar garante o sustento de sua família. Algumas vezes, ele não consegue pescar nada, principalmente quando o vento está forte, mas tem que enfrentar o desafio, afinal de contas, esse é o seu pão de cada dia.
     Roberto diz ter uma boa freguesia e afirma que começa a vender bem cedo - ás  duas horas da manhã - para os varejista e por volta das seis da manhã para os consumidores.
     Quando o assunto é a reforma do Mercado, Roberto se diz muito preocupado com a mudança, "Se eles fizessem a reforma em um de cada vez, seria melhor para todos, mas desta maneira que estamos sabendo vai ficar complicado", diz o peixeiro.








quinta-feira, 4 de junho de 2015

A cara do Mercado

Por: Geovana Barcelos
Edição: Romário Júnior


     O mercado se caracteriza por alimentos encontrados unicamente lá e na tradição que ali existe; pessoas que vivem do Mercado e outras que vivem para o Mercado. Compradores fiéis, que não deixam de comer o tradicional pastel com caldo de cana e com isso, se dá a "cara do Mercado".


            Aqueles legumes sempre frescos e os vendedores simpáticos, caracterizam o mercado.


Não tem Hortifruti quando o assunto são as frutas do mercado.  


           Aquele tradicional biscoito que todos que vão ao mercado não deixam de provar.

E qual será a nova ''cara'' do mercado?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quem fornece ao Mercado Municipal

Por: Alexandre Henriques
Edição: Yan Tavares

   Jovelino Henriques pereira neto, 46 anos, é mais um fornecedor da feira do Mercado Municipal de Campos. Ele revela hoje preferir comprar produtos até mesmo de outros municípios, para fornecer à feira - apesar de ter trabalhado por muito tempo na lavoura. Há seis anos abastecendo - com frutas e legumes - ao Mercado, ele declara vender um bom percentual de seus produtos, mesmo apesar da atal crise geral pela qual se passa. "Ao longo deste tempo, conquistei uma boa freguesia, e mesmo com a situação atual, não tenho perdido clientela. Venho duas vezes por semana - fornece também para supermercados e hortifrútis -, com várias mercadorias, chego na parte da tarde e fico até à noite, conferindo tudo o que está saindo."

 
   
   Neste período - com fluxo maior depois das 10hrs -, observa-se diariamente a chegada de pequenos e grandes caminhões, oriundos do trabalho quem é a parte deste grande movimento da feira do Mercado - os fornecedores.
   Morador de São Francisco de Itabapoana, Jovelino diz que seus produtos vem do Espírito Santo, "Por vezes viajo durante a madrugada, para trazer os produtos ainda frescos, mas a maioria já chega por encomenda", declarou.
   Sobre os preços, ele revela que há uma inconstância com cada mercadoria, "Às vezes quem compra reclama de alguns preços, mas isso é normal, tem coisa que pro vezes aumenta, por outrora, despenca o valor, então no fim do mês, o saldo é positivo", concluiu um dos personagens que abastece ao nosso Mercado Municipal.


"Reformas sim, saída não"

Por: Jhonny Diorel 
Edição: Yan Tavares 

   No  Mercado  Municipal, se estende a discussão e o empasse  a respeito das reformas  e das provisórias mudanças de local. O que realmente querem  os permissionários, é dignidade e melhores condições de trabalho. Muitos deles, temem mudar de lugar e perder o seu espaço de trabalho, que para a maioria, é a única fonte de renda.
   Emauro Gregório dos Santos, é frequentador do mercado e diz já ter se acostumado com o local onde compra. "Compro a muitos anos aqui e não imagino ter que me deslocar para um outro local, onde possa vir a se instalar futuramente", declarou seu Emauro.


   Preocupado com a perda do seu espaço de trabalho, o feirante Lúcio Rangel de Souza, conhecido como "Galo", concorda com a necessidade de uma urgente reforma na feira, porém não vê vantagens na mudança provisória de local. Segundo ele, a clientela não se acostumaria tão rápido e facilmente com um suposto novo endereço. "A gente trabalha a tanto tempo em um só lugar, que acaba plantando e criando raízes, como laços de amizade entre os colegas de trabalho e com a clientela que se torna fiel ao nosso serviço de atendimento sempre comprando aqui com a gente, neste mesmo endereço. É por isso, que eu sou a favor das reformas, mas não da saída do nosso Mercado Municipal", concluiu "Galo".

 

domingo, 31 de maio de 2015

De feirante à freguês

Por: Aline Mendes
Edição: Yan Tavares
 
   Por quase quatro décadas José Inácio Ferreira 80 anos foi feirante. Vendia frutas, sendo algumas inclusive, de sua própria chácara, onde mora - em Travessão de Campos. A outra parte das frutas, vinham da Bahia e de Santa Luzia-ES. O Zé mineiro de Governador Valadares veio para Campos com 25 anos e trabalhou na Usina São José como cortador de cana. Na época, com dois filhos pra criar, precisava de uma renda melhor, até que conseguiu fazer uma inscrição para trabalhar no Mercado Municipal e logo em seguida adquiriu um ponto. Como não existia hortifrúti, as pessoas tinham que recorrer até o mercado. Com o passar do tempo, passou a ter muitos clientes, em sua barraca, onde também vendia coco rolado na hora, e pimenta moída.
   “Tínhamos alguns problemas com a fiscalização para com as mercadorias, até que conseguimos alvará para fixá-las no local. No início, tínhamos que levar embora todo fim de expediente. Eu inclusive, pagava alguns meninos para levar os produtos, depois trazê-los de volta, em uma carroça, chegando onde morava, eu pagava para guardar em um deposito. E assim fazíamos de domingo a domingo. Quem não tinha dinheiro para pagar fazer assim, era obrigado a vender barato, depois de pagar mais caro, se não perderia tudo. Os lucros eram bons, antes tudo era a preço de banana, comíamos dentro do mercado mesmo - antes era caro um prato de comida a R$ 10 - assim podia, sustentar casa, filhos e algumas namoradas na rua", brinca seu Zé.
 
   Ele conta ainda que acordava às 4h,para colher as frutas,  saia às 5h30min de sua casa e trabalhava na feira das 6h às 17h. "Na viagem, eu ainda dava umas frutinhas ao motorista, como um agrado." Ele possuía vara de porcos e fornecia para alguns colegas mercado. Ainda sobre a sua rotina, ele nos conta como era aos domingos, "Os domingos eram dia de toque de recolher, às 14h éramos obrigados a fechar para lavar, se o movimento fosse bom e passasse do horário, nós éramos multados. Hoje muita coisa mudou, as bancadas que agora são de cimento, antes eram cavaletes, tabuleiros e caixotes. O mercado antes era na lama, tinha que comprar esteira e papelão pra forrar no chão, diria que era quase que um brejo, hoje fizeram valão, jardim e galeria. Os ônibus passavam sempre onde era o camelô, depois mudou à rodoviária”, conclui o relato, o ex-feirante.
 
   Hoje o seu Zé - que declara ter sido um feirante de bom relacionamento em toda a feira, apesar de ser até hoje lembrado, como o “Zé Mineiro” deu um tiro no telhado do mercado -, já não trabalha mais no mercado, mas vai toda semana fazer sua feirinha e reencontrar os amigos de longas datas e bater um papo. Amigos esses, que o declaram como verdadeiro patrimônio histórico, devido às suas tantas histórias, em um lugar que conhece por completo. Por onde passa, é cumprimentado por todos que o conhecem. Para ele, não existe lugar melhor, "Sempre venho aqui, é parada obrigatória", declarou. Em sua volta para casa, cheio de alegria com suas compras, faz cerca de 40min de ônibus - da feira à travessão. Diante de tamanha história, este personagem, faz por merecer a cobertura de um dia com este:

 
Fazendo feira


Feliz com suas comprinhas


Com os amigos
Esperando ônibus na rodoviária 

Chegando à casa

sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Até a Globo compra os meus produtos", afirma vendedor.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto


     Há 27 anos, Hermes Valentim Filho - de 72 anos de idade - atuava como ambulante, com a venda de notas, moedas e selos. Mas há um ano, ele deixou de ser um vendedor de rua ao garantir um ponto no atual Mercado Municipal. Hoje, o feirante tem um espaço chamado "Mundo das Moedas".


     Perguntado sobre as vendas, se houve ou não uma queda, Hermes afirma: "Aqui eu estou me adaptando, pois eu nunca tive uma barraca. Eu era vendedor de rua, e vendia bastante, mas temos que obedecer as regras, agir conforme a lei."





     Hermes fala um pouco sobre como começou o seu interesse pela venda de moedas, notas e selos: "Meu pai era ferroviário e trabalhava na Leopoldina; lá ele achava moedas antigas e guardava. Um dia, ainda aos meus 11 anos, meu colega viu uma delas em minhas mãos e disse que eu poderia ganhar dinheiro com isso; foi então que eu comecei a comercializar esses objetos antigos."


   Segundo seu Hermes, não só colecionadores se interessam por seu produto, mas também, museus e até canais de TV, como a Rede Globo.


"É preciso seguir as normas do governo", diz açougueiro.

Por Alexandre Henriques
Edição: Amanda Barreto


     Esse é Leonardo de Souza do Espírito Santo, de 34 anos;  ele é casado, tem um filho e trabalha no Mercado Municipal de Campos.


     Leonardo, desde a adolescência, acompanha e ajuda o seu pai Manel - que tem 75 anos e há 59 trabalha no Mercado vendendo carne bovina, suína e linguiça fresca. Todos os dias ele começa a trabalhar às 6 da manha e só pára às 7 da noite.
     Leonardo disse que com o trabalho de longos anos e dedicação à profissão, já garantiu uma boa freguesia; e quando os fregueses não o encontram, voltam em outro horário - ou um outro dia - porque já acostumaram com o seu atendimento.  
     Quando perguntado sobre o que acha da futura mudança do Mercado, o açougueiro disse que não é contra e até já pensou em uma reforma no seu estabelecimento, mas a Prefeitura pediu que ele esperasse, "É preciso também que os comerciantes sigam as normas estabelecidas pelo governo", afirmou.







quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mercadões Brasil afora: Recife

Por: Yan Tavares
Edição: Romário Júnior

   Para que então se finde por aqui esta série, que buscou até o dado momento retratar os Mercadões. Que com toda a sua história, hoje são representativos para importantes centros; como é o caso do Mercado de São José.
 
   Localizado em Recife, no bairro de São José, origem de seu nome, foi inaugurado em 1875 e é o mais antigo mercado público do Brasil. Após passar por reformas, em 1906 e em 1941, passou em 1989 pela última, devido a um incêndio que destruiu parte de si. Sendo reinaugurado em 1994, tendo atualmente 561 boxes, além de mais 24 destinados a peixes, 12 a crustáceos e 80 a carnes e frutas. além do destaque para a culinária nordestina, encontra-se lá também muito artesanato regional, além de ervas medicinais, entre outros artigos. Foi tombado patrimônio histórico junto ao IPHAN e permanece até os dias atuais como importante atração turística da capital. É mais um, tal como os outrora citados por aqui, hoje renovado já possui seu próprio site.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Plantou esperança, colheu alegria, ficou na lembrança.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     
    Há 37 anos trabalhando no Mercado Municipal com a venda de hortaliças e verduras, Jorge Gertrudes ou "nó cego" - como é conhecido pelos feirantes e consumidores - conta um pouco sobre a sua vida e sobre os cuidados com produto com o qual trabalha.
     Em 1978, quando tinha 35 anos de idade, Jorge alugou um terreno e criou ali uma horta. O feirante era lavrador e produtor, além de vendedor ambulante. Sua renda não era boa, então ele começou a vender picolé e peixes para aumentar o ganho. Com o dinheiro arrecadado nas vendas, o comerciante começou a investir em outros terrenos para a criação de hortas, até chegar ao número de cinco lotes. Com um salário melhor, ainda em 1978, Jorge comprou um ponto no Mercado Municipal, onde está até hoje.




      Sua rotina estava ficando exaustiva. Enquanto tinha a sua própria horta, ele precisava acordar às 3h00 para colher as hortaliças e verduras, e em seguida, levá-las ao mercado. Hoje, o alimento revendido por ele, vem de Friburgo e de Teresópolis. Um caminhão trazendo as suas mercadorias, chega às 23h00, e às 4h00 termina todas as entregas. Jorge, atualmente, acorda às 5h00 e às 6h00 começa a arrumar seus produtos de venda. Para não estragar as verduras e hortaliças, o vendedor as armazena num isopor coberto de gelo, para que o alimento continue fresco e sem riscos de apodrecer. 
     Seu Jorge dedicou metade de sua vida ao mercado, viveu em períodos em que os feirantes trabalhavam com gosto e com alegria no rosto, pois a clientela era enorme; mas hoje, aos 72 anos, o vendedor afirma com um tom de tristeza: ''Não gosto mais do trabalho no Mercado. É um serviço muito preso e além disso, infelizmente, as vendas vem caindo bastante'', afirma. 

Mercadões Brasil afora: Minas Gerais

Por Yan Tavares
Edição: Amanda Barreto

  
     Da série que mostra exemplos - ou espelhos – de Mercados a serem, quem sabe, fonte de inspiração para um novo Mercado Municipal em Campos, o Mercado Central de Belo Horizonte talvez se assemelhe ao nosso mercado. Quando se fala em botecos, no mineiro, existe hoje um total de 14. Inaugurado em 1929, tem mais de 400 lojas, reunindo artigos religiosos, artesanatos mineiros, enorme variedade de ervas - que prometem curar de tudo, além de floriculturas, brinquedos, roupas e muito mais, e claro, a boa comida mineira acompanhada de cerveja gelada.
  

  
   Para complementar, como não poderia faltar em toda conversa de botequim, lá tem muita história a se ouvir, muitos "causos" mineiros.
  
   Em 1964, foi comprado por um grupo de comerciantes, passando por várias reformas e mudando seu nome de Mercado Municipal para Mercado Central, tornando-se hoje um dos lugares mais visitados da cidade mineira. Atualmente, como a maioria dos grandes mercadões, possui seu próprio site, podendo ser visitado em http://www.mercadocentral.com.br .



terça-feira, 26 de maio de 2015

Mercados mundo afora

Por Geovana Barcelos
Edição: Amanda Barreto


     O típico Mercado Popular é o local onde se encontram comidas típicas, artesanatos e aqueles produtos que muitas vezes não são encontrados nas prateleiras dos supermercados. Em geral, os mercados acabam se tornando símbolo de tradições para quem costuma visitá-los sempre. E assim alguns mercados são referências pelo mundo...
   Shilin Night Market, Taipei, Taiwan – Em uma cidade conhecida por seus mercados noturnos como pontos turísticos, este é o maior e mais famoso da cidade. Com quase 600 barracas, tem uma enorme variedade de produtos e é frequentado por turistas de todo o mundo.

                           

    Rialto Market, Veneza, Itália - O mercado, juntamente com a ponte, é uma das atrações mais populares dos turistas em Veneza.

                

   St. Lawrence Market, Toronto, Canadá – Este foi escolhido pela National Geographic como o melhor mercado de alimentos do mundo.

                  

    Todos os mercados acima citados são atrações turísticas e históricas. Importantes para sua cidade - tradicional e economicamente. A reforma do Mercado Municipal de Campos, tem a intenção de transformá-lo em um ponto turístico e ainda mais tradicional para os campistas. Será que o Mercado Municipal, após a reforma será importante para a nossa cidade, tal como estes? 




segunda-feira, 25 de maio de 2015

Insegurança para feirantes e camelôs

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   O Mercado Municipal, assim como qualquer outro lugar, não está livre de assaltos, da onda de violência, seja ela física, moral ou psicológica. Diante disto, aumenta-se também a vulnerabilidade social, por conta da quase total falta de segurança. 
   Os permissionários por exemplo, tem sofrido nos últimos  meses com frequentes assaltos, passando de pequenos furtos, à assaltos à mão armada. Nos últimos cinco meses, três camelôs tiveram seus material de trabalho roubado, quando chegavam aos seus postos de trabalho pela manhã.
   Casos semelhantes, também aconteceram com dois feirantes, que tiveram suas mercadorias roubadas nos horários de maior vulnerabilidade no local, entre 4h e 6h e principalmente entre 18 e 19 horas, quando acontece o fechamento das vendas e levantamento dos lucros por parte dos comerciantes do local.
   Segundo informações do 8º Batalhão de Polícia Militar(BPM), os últimos registros envolvendo mercado ou camelô, se trataram de brigas paralelas, entre os camelôs ou mesmo os próprios feirantes, e também nos bares e botecos - entre seus frequentadores -, todos considerados, conflitos de ordem interna. 

 
     Foto arquivo 8º BPM momentoverdadeiro.com


   Ainda segundo informações do 8º BPM, o último caso registrado foi uma manifestação envolvendo camelôs, feirantes e alguns populares.

domingo, 24 de maio de 2015

O Quarto Mercado

Por: Aline Mendes
Edição: Yan Tavares

   Em 1980 houve uma assustadora massa de desemprego, quando os shoppings populares foram criados às pressas visando empregos rápidos, muitas pessoas foram para atividade econômica desregulada sem controle do Estado e sem pagamentos de impostos.

   Assim, surgiram no Brasil, vários shoppings que mais tarde foram adaptados e humanizados, ganhando segurança, iluminação, banheiros mais higiênicos e amplos, além de áreas de estacionamento, alimentação e até para armazenamento de mercadorias, assim como horários especiais de funcionamento.

   “O nosso Shopping Popular não foi diferente. A sua localização emergencial, deu nova vida ao comércio da Rua Barão de Amazonas, tradicionalmente voltado para um público de moradores de outras áreas do município, devido à proximidade com a Rodoviária. Hoje graças a estabilização econômica da nossa moeda, muitos desses comerciantes se encontram em excelente situação financeira, depois de tantas lutas, e isso é muito bom. Contudo, todos os que ali se encontram merecem uma área mais ampla, com melhores acomodações. Também nós usuários, merecemos uma área com melhores instalações. Então o que falta? Penso que o que falta é coragem. Coragem para enfrentamentos, pois é certo que as opiniões entre os permissionários é dividida, uns desejando melhorias mesmo em outra área e outros querendo apenas o imediatismo”, disse a historiadora Sylvia Paes.


Lagoa de Furtado Parque Alberto Sampaio (Arquivo Hélvio Cordeiro)
   
   Passamos por três transformações até chegar ao atual Mercado Municipal. O primeiro, segundo informações de Sylvia Paes, teria sido o Largo do Capim – hoje Boulevard Paulo Carneiro -, depois, veio o da antiga Praça Prudente de Moraes, mais conhecido como Chá-Chá-Chá. Mais tarde, tivemos o Largo do Mercado, área defronte a Faculdade de Direito de Campos e em seguida o atual Mercado, junto ao Canal Campos-Macaé.


Mercado do Largo do Rocio (Arquivo Hélvio Cordeiro)

   Ao seu lado, foi construída uma praça, tendo o seu nome dado em homenagem ao Padre Azeredo Coutinho, homem ilustrado - chegou a ser bispo de Olinda - que escreveu um tratado sobre a produção açucareira na região.


Mercado Municipal, Praça Azeredo Coutinho (Arquivo Hélvio Cordeiro)

   Um relógio francês inaugurado em 1921, podia ser visto ao alto de sua torre. Sua frente se abria para um vasto jardim, então chamado Jardim de Alá, que mais tarde veio a ser reformado, ganhando o nome de Alberto Sampaio, importante botânico campista.

Mercado Municipal (Arquivo Hélvio Cordeiro)
   No Estado do Rio de Janeiro há apenas esse exemplar como modelo de Mercado segundo moldes franceses.

                
Sylvia Paes (Arquivo Pessoal de Sylvia Paes)
   Por final, Sylvia levanta ainda algumas questões a serem pensadas, "Se outras cidades brasileiras podem e tem seus mercados preservados, porque não o nosso? Não somos merecedores? Uma cidade pequena tem que ser sempre considera menor e não merecedora de projetos ousados de restauro e uso de seu patrimônio?", questionou a historiadora.

              Contribuições: Sylvia Paes

Procura-se a voz do mercado

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   No Mercado Municipal de Campos encontramos verduras, legumes, frutas, carnes, vendedores, consumidores, enfim, gente que faz o mercado no dia a dia. Há toda uma engrenagem funcionando para que o trabalho seja desenvolvido como manda o figurino. Mecanismos de trabalho, como mão de obra, criatividade, ideias, pessoas, vozes... Aliás, vozes? Esta é a palavra, vozes do mercado, vendedores, consumidores e uma voz em questão: 

   Aquela voz que ecoa no mercado. Mas qual é, quem é, onde está? Procura-se a intrigante voz do mercado. Segundo informações de feirantes e frequentadores, um serviço de auto-falante volante que atende o mercado, onde está instalada, atendendo também aos comerciantes das proximidades, com o serviço som volante, divulgando os produtos que ali são vendidos.

   
   Esse sistema de som no local é chamado por todos ali, de de Rádio do Mercado. Porém, no local improvisado, até o momento, nenhum funcionário ou mesmo responsável pelo serviço ali presente, foi encontrado. Fato é que continua a saga em busca da (s) voz (es), ecoada no nosso mercado. Por enquanto, ficamos apenas com a ideia de uma voz desta rádio, e na expectativa de que a qualquer momento alguém entre ou saia por esta porta.