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quinta-feira, 11 de junho de 2015

O amor pelo Mercado

Por: Geovana Barcelos
Edição: Romário Júnior

Há cinco anos nos Mercado municipal de Campos, Rodrigo Souza ajuda o seu sogro na feira, sempre que lhe sobra um tempo e com isso, tira algum dinheiro extra que o ajuda bastante no final do mês. Sobre o processo de reforma para a revitalização do Mercado, Rodrigo revela ter medo de acabar perdendo essa renda extra que obtêm, devido à mal localização do que seria a localização provisória  do Mercado e fazendo do camelô um parâmetro, ele pensa que podem ser dias difíceis.


 "O camelô mudou de local e teve prejuízo, tenho medo que isso possa acontecer com o Mercado" afirmou o feirante. Além do medo de ficar no prejuízo, há também a apreensão que se modifique sua localização em caso de um possível retorno, "Tenho medo de quando voltar, ficar em um lugar escondido" finalizou Rodrigo.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"Este é o segundo maior atentado à memória cultural de Campos", diz Renato Siqueira sobre projeto de reforma.

Por Yan Tavares
Edição: Amanda Barreto



   Dentre tantos projetos referentes à reforma e revitalização do Mercado Municipal - variados tipos de proposta já foram apresentadas -  o destaque fica por conta da defesa da preservação do patrimônio histórico de Campos, debate que já vem ganhando força pelos menos desde 2003, ano da primeira proposta apresentada. "Este atual projeto é o segundo maior atentado à memória cultural  da cidade, perdendo apenas para a derrubada do Trianon no Boulevard Francisco de Paula Carneiro", enfatizou o arquiteto e urbanista, professor Renato Siqueira.



Foto: Divulgação



   Quanto aos projetos já propostos, Renato destaca dois projetos de revitalização do Mercado que em sua opinião, seriam os melhores para cada permissionário, "Para a feira livre,  penso que o melhor projeto, seria o proposto em 2003, pelo arquiteto Sérgio Dias, na rua José Alves de Azevedo, próximo às mediações da avenida Princesa Isabel. Seria algo amplo, com estacionamento, espaço para embarque e desembarque de ônibus, enfim, toda uma infraestrutura necessária para proporcionar conforto e comodidade aos usuários. Já para os camelôs, vejo como ideal, a proposta feita em 2008, pela antiga  Secretaria de Planejamento, hoje extinta pelo atual governo. Neste, o camelódromo ficaria na Barão de Amazonas, entre as ruas Tenente Coronel Cardoso e Siqueira Campos, evitaria o sucateamento do Mercado, e daria espaço e comodidade aos vendedores."        Sobre as questões que envolvem o Mercado Municipal como patrimônio, o professor volta a se declarar totalmente contrário à atual proposta da Prefeitura, aprovada pelo de Preservação do Patrimônio  Arquitetônico Municipal (Coppan), "A ideia deve ser dentro das condições que o prédio histórico comporta, adequado  às condições de trabalho e preservação do patrimônio, ao contrário do que se está propondo, algo que apresenta ainda agravantes em condições de trabalho e de ambiência."
    Vale lembrar que o Mercado de Campos possui dois processos de tombamento. O primeiro, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda em início de tramitação, já o outro processo, se dá no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Cultural (Inepac), este já na Casa Civil, prestes a ser encaminhado ao gabinete do governador. O Coppan já realizou o tombamento do Mercado, mas hoje assumiu um papel omissivo, traduzido pelo próprio Renato Siqueira, "O Coppan não cumpriu com sua função institucional, que era o de preservar o patrimônio público da nossa cidade", concluiu Renato.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

"Reformas sim, saída não"

Por: Jhonny Diorel 
Edição: Yan Tavares 

   No  Mercado  Municipal, se estende a discussão e o empasse  a respeito das reformas  e das provisórias mudanças de local. O que realmente querem  os permissionários, é dignidade e melhores condições de trabalho. Muitos deles, temem mudar de lugar e perder o seu espaço de trabalho, que para a maioria, é a única fonte de renda.
   Emauro Gregório dos Santos, é frequentador do mercado e diz já ter se acostumado com o local onde compra. "Compro a muitos anos aqui e não imagino ter que me deslocar para um outro local, onde possa vir a se instalar futuramente", declarou seu Emauro.


   Preocupado com a perda do seu espaço de trabalho, o feirante Lúcio Rangel de Souza, conhecido como "Galo", concorda com a necessidade de uma urgente reforma na feira, porém não vê vantagens na mudança provisória de local. Segundo ele, a clientela não se acostumaria tão rápido e facilmente com um suposto novo endereço. "A gente trabalha a tanto tempo em um só lugar, que acaba plantando e criando raízes, como laços de amizade entre os colegas de trabalho e com a clientela que se torna fiel ao nosso serviço de atendimento sempre comprando aqui com a gente, neste mesmo endereço. É por isso, que eu sou a favor das reformas, mas não da saída do nosso Mercado Municipal", concluiu "Galo".

 

sábado, 23 de maio de 2015

"Sofremos pressão psicológica", afirma feirante.

Por Romário Júnior
Edição: Amanda Barreto


     Cada fruta ou hortaliça tem seu lugar. Algumas ficam até em destaque, para encantar o cliente de imediato. Embora seja um trabalho cansativo, o feirante Samuel Coutinho Gomes, de 48 anos, monta sua barraca e ordena seus produtos com muito carinho; ele é um representante da simplicidade e do amor ao trabalho. 



     Trabalhando há 25 anos no Mercado, com muita simpatia e boa vontade, o senhor Samuel é uma amostra dos legítimos trabalhadores brasileiros. "Com 15 anos eu já comecei a trabalhar na roça, plantando tomate, cebola, melão, e sempre gostei. Depois arrumei um emprego de caldeireiro, trabalhando com soldagens; aos 23 anos comecei aqui na feira livre, tendo meu próprio negócio e hoje é o sustento da minha família. O Mercado representa para mim uma fonte de sobrevivência", afirma o feirante.





     Perguntado sobre a possível reforma do Mercado, o comerciante se mostrou preocupado e pessimista em ralação a mudança; "Não vejo o Mercado Municipal em outro lugar, estamos acostumados aqui, os fregueses já sabem onde me encontrar. Não temos nenhuma garantia de como será essa mudança. Sofremos pressão psicológica, fico com medo de como será se realmente a feira mudar, me preocupo com as vendas e o meu sustento", teme o feirante. 













sexta-feira, 22 de maio de 2015

Feirante quer melhorias, mas é contra a reforma

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     Muitos são os vendedores de alface no mercado; dentre eles, a dona Rosilane, que acorda bem cedo para fornecer as verduras mais fresquinhas aos consumidores. Há 30 anos no Mercado Municipal, Rosilane Soares Souza de Azeredo, trabalha com a aquilo que provém todo o seu sustento. 




     Perguntada sobre a situação do local, a feirante diz: ''Estou feliz onde trabalho, mas seria bom se houvesse uma melhora na estrutura e na higiene''. Dona Rosilene afirma não acreditar em uma possível reforma, e diz que não gostaria de sair de seu atual local de comércio. Ela ainda ressalta que o mercado precisa de melhorias, mas é contra a reforma. ''Precisamos de melhorias, mas acho que seria ruim uma reforma, pois já estamos acostumados com o local'', constata Rosilane.