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quarta-feira, 10 de junho de 2015

"Nós estamos enfrentando um recomeço'', afirma feirante.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto


     Há 14 anos trabalhando em sua banca com artigos para presentes - como bolas, pelúcias  e bolsas - Jorge da Rocha Barcelos é mais um entre os muitos vendedores que sofrem com a baixa das vendas no atual camelódromo. Há 1 ano, o feirante está no atual ponto e revela que os produtos não são tão vendidos como no antigo local.



     ''As vendas estão paradas. Antes eu trabalhava no antigo ponto e já tinha os fregueses certos. Ao mudar, houveram dificuldades de localização. Estamos alcançando novos fregueses, mas a travessia da rua e a dificuldade em encontrar os nossos boxes, dificulta a vida dos compradores. Toda mudança enfrenta dificuldades, nós estamos enfrentando um recomeço'', afirmou o feirante.
     Seu Jorge, tira todo o seu sustento do mercado e conta que entrou para o ramo de vendas porque desde a infância, percebia que levava jeito para o comércio. 



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Há 47 anos no Mercado, feirante fala sobre a reforma

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     
     Há 47 anos no Mercado Municipal trabalhando com a venda de frutas, Edilon Soares Souza de Azeredo, é mais um entre os feirantes que apoiam a reforma do ponto, mas ele acredita que os feirantes não deveriam sair de seu atual local. ''Aquilo lá não existe, está fora de mão'' afirma o vendedor quando perguntado sobre o ponto onde ficariam durante a possível reforma.


sexta-feira, 29 de maio de 2015

"Até a Globo compra os meus produtos", afirma vendedor.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto


     Há 27 anos, Hermes Valentim Filho - de 72 anos de idade - atuava como ambulante, com a venda de notas, moedas e selos. Mas há um ano, ele deixou de ser um vendedor de rua ao garantir um ponto no atual Mercado Municipal. Hoje, o feirante tem um espaço chamado "Mundo das Moedas".


     Perguntado sobre as vendas, se houve ou não uma queda, Hermes afirma: "Aqui eu estou me adaptando, pois eu nunca tive uma barraca. Eu era vendedor de rua, e vendia bastante, mas temos que obedecer as regras, agir conforme a lei."





     Hermes fala um pouco sobre como começou o seu interesse pela venda de moedas, notas e selos: "Meu pai era ferroviário e trabalhava na Leopoldina; lá ele achava moedas antigas e guardava. Um dia, ainda aos meus 11 anos, meu colega viu uma delas em minhas mãos e disse que eu poderia ganhar dinheiro com isso; foi então que eu comecei a comercializar esses objetos antigos."


   Segundo seu Hermes, não só colecionadores se interessam por seu produto, mas também, museus e até canais de TV, como a Rede Globo.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Plantou esperança, colheu alegria, ficou na lembrança.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     
    Há 37 anos trabalhando no Mercado Municipal com a venda de hortaliças e verduras, Jorge Gertrudes ou "nó cego" - como é conhecido pelos feirantes e consumidores - conta um pouco sobre a sua vida e sobre os cuidados com produto com o qual trabalha.
     Em 1978, quando tinha 35 anos de idade, Jorge alugou um terreno e criou ali uma horta. O feirante era lavrador e produtor, além de vendedor ambulante. Sua renda não era boa, então ele começou a vender picolé e peixes para aumentar o ganho. Com o dinheiro arrecadado nas vendas, o comerciante começou a investir em outros terrenos para a criação de hortas, até chegar ao número de cinco lotes. Com um salário melhor, ainda em 1978, Jorge comprou um ponto no Mercado Municipal, onde está até hoje.




      Sua rotina estava ficando exaustiva. Enquanto tinha a sua própria horta, ele precisava acordar às 3h00 para colher as hortaliças e verduras, e em seguida, levá-las ao mercado. Hoje, o alimento revendido por ele, vem de Friburgo e de Teresópolis. Um caminhão trazendo as suas mercadorias, chega às 23h00, e às 4h00 termina todas as entregas. Jorge, atualmente, acorda às 5h00 e às 6h00 começa a arrumar seus produtos de venda. Para não estragar as verduras e hortaliças, o vendedor as armazena num isopor coberto de gelo, para que o alimento continue fresco e sem riscos de apodrecer. 
     Seu Jorge dedicou metade de sua vida ao mercado, viveu em períodos em que os feirantes trabalhavam com gosto e com alegria no rosto, pois a clientela era enorme; mas hoje, aos 72 anos, o vendedor afirma com um tom de tristeza: ''Não gosto mais do trabalho no Mercado. É um serviço muito preso e além disso, infelizmente, as vendas vem caindo bastante'', afirma. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Feirante quer melhorias, mas é contra a reforma

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     Muitos são os vendedores de alface no mercado; dentre eles, a dona Rosilane, que acorda bem cedo para fornecer as verduras mais fresquinhas aos consumidores. Há 30 anos no Mercado Municipal, Rosilane Soares Souza de Azeredo, trabalha com a aquilo que provém todo o seu sustento. 




     Perguntada sobre a situação do local, a feirante diz: ''Estou feliz onde trabalho, mas seria bom se houvesse uma melhora na estrutura e na higiene''. Dona Rosilene afirma não acreditar em uma possível reforma, e diz que não gostaria de sair de seu atual local de comércio. Ela ainda ressalta que o mercado precisa de melhorias, mas é contra a reforma. ''Precisamos de melhorias, mas acho que seria ruim uma reforma, pois já estamos acostumados com o local'', constata Rosilane.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

''O pessoal do camelô está passando fome'', afirma feirante.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto


     Há 13 anos no Mercado Municipal, Talvan Silva trabalha na venda de frutas como bananas, abacaxis e maçãs. O feirante diz que está feliz no local onde trabalha, mas não nega a necessidade de mudanças. Ele afirma que o ponto precisa de uma pintura e destaca a falta de higiene do local, admitindo que isso acaba atrapalhando nas vendas.
     Perguntado sobre uma possível reforma do Mercado, o feirante diz que é a favor, mas é contra a saída do local para o ponto provisório. Talvan teme enfrentar o que os camelôs estão enfrentando, “O pessoal do camelô está passando fome”, afirma o vendedor.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Um projeto de grande importância para a comunidade", diz engenheiro responsável.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto 

   

     Percebendo que o mercado já não atendia aos anseios da população e dos próprios comerciantes, os engenheiros Anderson Paiva Bernacchi e Marlon Lacerda França criaram um projeto chamado “Dimensionamento do Novo Mercado Municipal para o Município de Campos dos Goytacazes”.
     “Este trabalho tem por objetivo o dimensionamento de um novo Mercado Municipal, considerando-se que o projeto é de grande importância para a comunidade, que se acostumou aos serviços prestados pelo atual mercado e que, porém, sente a necessidade de uma nova estrutura, com áreas mais amplas, principalmente para estacionamentos.
Considera-se que tal obra terá grande significância socioeconômica satisfazendo aos anseios dos habitantes, já que proporcionaria comodidade, higiene, conforto e segurança.’’, afirmam os especialistas no resumo de seu projeto.
     Este foi o projeto final de Engenharia Civil, apresentado ao Laboratório de Engenharia Civil da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).


Planta chave (FREITAS, 2006)

     Para ter acesso ao projeto completo, clique aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

"Isso poderia nos prejudicar", diz feirante sobre a mudança de local.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     A feirante Altiva Rodrigues está no Mercado desde a infância, ela trabalha com a venda de laranjas dos mais variados tipos e atua no ponto há mais de 40 anos. A comerciante fala sobre a possível reforma e deixa óbvia a sua preocupação com o futuro dos feirantes e de seus colegas de trabalho. "Acho que não vai ser bom. Nós seremos levados para lá e poderemos ficar jogados, esquecidos. Também acho que teremos dificuldades em nos organizar, pois parece que os pontos de venda são bem pequenos’’, disse a feirante. 


     Dona Altiva ainda se mostra preocupada com o tamanho dos pontos de venda do local provisório, "Eu soube que os pontos de venda de lá são muito pequenos, e isso poderia acabar nos prejudicando'', lamentou. Ela não gostaria de sair do atual mercado para uma reforma, mas diz que o ambiente precisa de cuidados e que há a necessidade de mais limpeza e higiene.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

Carlos teme que o provisório se torne definitivo.

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

     Desde os 9 anos de idade trabalhando no Mercado com venda de frutas, o feirante Carlos Roberto de Oliveira que está no local há 56 anos, fala sobre a possível reforma e, assim como a maioria dos entrevistados, o comerciante teme que a ida para o local provisório definido para os feirantes ficarem durante a reforma, seja definitiva.



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Opinião de um comerciante

Por: Leandro Neves
Edição: Geovana Barcelos
Há 8 anos no Mercado Municipal, Rafael Soares Pessanha trabalha na Loja das Velas, que vende artigos de Umbanda. O comerciante opina a respeito da reforma, ele se diz a favor, deixando o seu ponto de vista em relação à forma como deveria ser feita. O feirante ressalta a situação dos consumidores, que segundo ele, podem enfrentar dificuldades após a reforma.


sábado, 2 de maio de 2015

A voz da experiência

Por: Leandro Neves
Edição: Yan Tavares

  O assunto da reforma do Mercado Municipal de Campos, causa polêmica não apenas para o governo, mas principalmente para os feirantes. Alguns são a favor da reforma por conta de melhores condições de trabalho, outros são contra por medo de seu futuro.
  Há mais de três décadas como permissionário e a um ano como camelô, José Galdino tem 70 anos, e trabalha vendendo produtos de artesanato. 
                          



O feirante pensa que qualquer mudança no mercado, não será boa, por isso é contra a reforma. Além disso, acredita ainda que esse é mais um projeto que não sairá do papel, “Acho que o nosso espaço será muito menor, principalmente o espaço das bancas, que acredito que irão ficar pequenas. Aliás, não creio que a reforma irá sair do papel, o projeto foi planejado muitas vezes, mas nunca foi cumprido’’ concluiu o comerciante.

terça-feira, 28 de abril de 2015

O Pão de Cada Dia

Por Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

   

    O Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes é a fonte de lucro de muitas famílias. Famílias que em sua maioria, tem todo o seu sustento vindo do local. Este é o caso do patriarca e feirante Norberto, que há 43 anos está no mercado. Norberto da Silva Santos, mais conhecido como Beto da Laranja, tira todo o sustento de sua casa vendendo frutas e verduras, como faziam seus antepassados.      
     O vendedor, que já foi administrador do Mercado por um ano, diz que é plenamente a favor de uma reforma no local, mas teme o paradeiro dos feirantes após a reforma: ''todos sabem que uma reforma é realmente necessária, mas o que de fato amedronta a nós, feirantes, e faz com que muitos tenham medo, não é a reforma em si, mas o nosso retorno'', relatou.                                




sexta-feira, 24 de abril de 2015

Freitas e o Arquivo do Mercado

Por: Leandro Neves
Edição: Amanda Barreto

                      


     Carlos Roberto Bastos Freitas possui graduação em Museologia e mestrado em Políticas Sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Atualmente é profissional de nível superior aposentado da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro onde atuava em pesquisa documental e docência. 

     O especialista é diretor do arquivo do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes. Um trabalho de suma importância para os moradores e para a cidade que tem o lugar como um Patrimônio. Para Freitas, o Mercado não é simplesmente um local de vendas e compras: ''O Mercado é o ponto de encontro da população da cidade. Nesse ponto as pessoas vão comprar alimentos, encontrar pessoas e saber as novidades. O mercado é o encontro de trocas de informações, vai além do comércio é muito mais que isso.'' disse.
   O arquivo do Mercado, feito pelo Freitas, foi disponibilizado para nós do Blog ''Tô no mercado'', mas pode ser encontrado também no link abaixo:





quarta-feira, 22 de abril de 2015

A História do Mercado e o Futuro dos Comerciantes


Por: Leandro Neves
Edição: Yan Tavares
                                                                  
     Comidas típicas, objetos, peixes e muitas outras variedades de produtos e alimentos são encontrados no Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes. Está localizado há 93 anos no Centro do município, e foi criado por Benedito Gonçalves Pereira Nunes, que foi prefeito do município entre os anos de 1928 e 1930.
     Segundo o Instituto Historiar, cerca de 2.200 pessoas trabalham nos diversos setores que comercializam alguns produtos difíceis de serem encontrados em supermercados, como animais para abate, produtos artesanais, artigos de umbanda, cela, couro, chapéu, ervas medicinais e sementes variadas, além das cerca de 70 toneladas mensais de peixe fresco que chegam nas primeiras horas da madrugada e que são comercializados de segunda a segunda.
     Ainda de acordo com o Instituto, a Cidade de Campos dos Goytacazes contava com o antigo Mercado da Praça do Roccio, na Rua Formosa, em frente à Estação de Ferro Campos - São Sebastião, que já não comportava mais espaço para um bom atendimento ao público. Nessa perspectiva, em 1917, o então prefeito Dr. Luiz Caetano Guimarães Sobral, viu a necessidade da construção de um Mercado Novo na Praça Azeredo Coutinho, que só ficou pronto em 15 de setembro de 1921. A escolha do local se deu devido à facilidade de chegada e escoagem dos produtos do Mercado através do Canal Campos-Macaé, no qual deslizavam várias embarcações com pesadas cargas de cereais.
     Mesmo com toda a variedade e facilidade em encontrar o que precisa em um único lugar, comerciantes e clientes sonham com um mercado reformado e reestruturado, para melhor higiene e melhores condições de trabalho. De acordo com o diretor do Mercado Municipal, Sidney Garcez, a reforma trará apenas benefícios à população e aos comerciantes que trabalham no Mercado. “Com a reforma teremos um local com mais higiene, o piso será totalmente trocado, teremos uma estrutura elétrica, esgoto, móveis novos, ou seja, faremos de tudo para que o local seja apreciado e possa oferecer um serviço melhor do que já oferecemos hoje”, disse o diretor destacando que diariamente cerca de 5 mil pessoas passam pelo local.
     Mas, se para alguns a reforma irá trazer mais tranquilidade e melhores condições de trabalho, para outros a reforma gera insegurança e medo com relação à queda nas vendas. Trabalhando no mercado há 32 anos, o comerciante Claydivan, dono do Açougue e Mercearia Santo Amaro, não é a favor da reforma: ‘’Acho que isso não trará benefício algum, pelo contrário, só irá atrapalhar aos comerciantes nas vendas.’’ disse.   
     Uma das preocupações dos comerciantes é o local para onde serão deslocados enquanto o mercado estiver passando pela reforma, mas segundo o secretário de Obras, Edilson Peixoto, os comerciantes não ficarão sem trabalho, já que serão deslocados para locais próximos ao Mercado.