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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Feirante sustenta família com a venda de milho

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   Há 30 anos trabalhando no Mercado Municipal de Campos com a venda de milhos, Nelson Morais ou "Nelson do milho" - como é conhecido pelos seus fregueses e consumidores, fala sobre sua vida dentro da feira e de como as coisas mudaram negativamente para ele, "O nosso trabalho aqui é muito exaustivo, e não temos valorização e estrutura para exercer nosso trabalho com dignidade. Acordo às 3h, e às 5h tenho que estar com tudo pronto, mas hoje infelizmente, as vendas caíram drasticamente. Em torno de anos atrás, eu vendia em uma semana aproximadamente cerca de 1200 milhos, hoje consigo vender metade, em um mês". 



   O senhor Nelson, se diz orgulhoso com a profissão e agradece aos milhos, por o que conquistou, "Foi com a venda do milho que comecei a ganhar algo na vida e sustento até hoje minha famílias, assim criei meus filhos e vou seguindo em frente", concluiu o feirante.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

De onde vem a carne do Marcado Municipal de Campos


Por: Alexandre Henriques
Edição: Yan Tavares

   É de grande importância para os consumidres, saber de onde vem o produto que vai para sua mesa. Diante disso, você consumidor do Mercado Municipal, tem aqui a resposta para tal. E fomos buscá-la, em entrevista com três açougueiros do Mercado.





  
   O pirmeiro entrevistado é Leonardo de Souza, que revela que a carne vendida em seus açougue é escolhida por um frigorífico que o revende,"O gado que vendo aqui, geralmente vem de Bom Jesus e São Franciso do Itabapoana" disse Leonardo.
   




  
   Já seu Manoel Francisco, hoje com 70 anos, contabiliza mais de 50 anos em seu açougue. Neste tempo, criou e sustentou sua família - cinco filhos e três netos -, com a renda obtida no Mercado. Perguntado sobre de onde vem a carne, ele revela que vem do mesmo lugar de Leonardo, "O animal que vendo aqui vem de alguns municípios, mas os principais são Bom Jesus e São Franscico do Itabapoana", revelou seu Manoel.







  
   Por último, Fernando Ribeiro declara que a carne que vende ali, vem de três municípios, "Além de São Francisco, minha carne vem de Campos e Macaé.
    Ele diz ainda que a fiscalização tem ajudado, com relação à procedência da carne, "Com este trabalho de fiscalização feito desde onde compramos, tem colaborado há alguns anos, afinal nós ficamos mais seguros na hora de comprar para revender, e o consumidor na hora de comprar conosnco para seu consumo", concluiu o açougueiro. 









Entre um bate papo e outro, a gente molha a palavra


Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares


   Política, mulheres, futebol, são alguns dos principais assuntos de boteco. Mulheres, esse assunto, sobra história, todas com vantagens favorecedoras, claro aos frequentadores e contadores de "causos". O tira gosto, já quase frio, esquenta as línguas afiadas dos novos e velhos personagens sempre presentes no mesmo cenário, com as mesmas falas decoradas, os mesmos temas, os desabafos de alguma coisa ou de coisa alguma.
   À frente de tal negócio, o gerente, atendente, ouvinte, mediador, apaziguador, ou simplesmente dono do boteco. Quanto a mediar, talvez fosse melhor dizer fazer média? Afinal, o freguês tem sempre razão, e não contrariar a clientela é regra básica, para não correr o risco de perdê la, assim o lema destes, é nunca discordar. 






   Nos botecos do Mercado Municipal, não é diferente, e os assuntos prometem, quanto ao que se é consumido e nem sempre é pago - os famosos fiados -, fica registrado, ou melhor, pendurado no famoso e empoeirado caderninho de ocorrência, de anotações, ou mesmo de fiados. De fato, fica tudo em casa, opa, no boteco, que já tornou-se para uns, endereço referencial, ou mesmo fixo, para aqueles que viram parte deste ambiente com as famosas falas: daqui não saio, daqui ninguém me tira, não, aqui me ninguém me trai, e oh, não me empurra não hein.
   Assim, caminha a vida nos botequinhos do Mercado, cheio de histórias, bebidas na mesa, muitos frequentadores e quase sempre, os mesmos, sempre com as mesmas desculpas para o fiado naquele tal caderninho famoso, que para a tristeza do dono do recinto, continua a todo vapor. Fato é que este, ouve sempre a mesma ladainha de seus amigos clientes e caras de pau, assíduos no local, aquela velha e repetida frase do tipo: "Pendura aí, que hoje eu tô sem um pau para atirar no gato!", e assim seguem estes estabelecimentos e clientes, mantendo suas tradições e a tradição do nosso Mercado.

domingo, 7 de junho de 2015

Camelô com muito orgulho

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   Na vida nem sempre se consegue fazer aquilo que realmente gosta, muitos se quer conseguem descobrir os seus dons e por consequentemente, tão pouco lapidá-los. Já para outros o talento bate na porta, e cabe a estes captar a mensagem, aperfeiçoar e colocar em prática o que se tem de melhor, em prol do sustento de cada dia, com dignidade e determinação. 
   O camelô Balbino Moisés dos Santos, ali conhecido por Bino, diz amar o que faz há quase seis anos no camelódromo, "Nem os altos e baixos nas vendas, me fazem desanimar de minha função, que muito me orgulha nesta vida. Nem as dificuldades que muitas vezes passamos aqui, me farão desistir do que faço e com muito orgulho escolhi fazer. Daqui tiro o principal sustento de minha família", disse o permissionário.

Bino é hoje, casado e pai de um casal de filhos - já adolescentes e estudando em escola pública. Ele lamenta por não ter melhores condições financeiras para proporcionar uma melhor educação para os seus filhos, "Gostaria de poder fazer mais por eles, mas faço o que minhas condições permitem", reclamou.
Sobre o espaço provisório, o ambulante lamenta a perda de alguns clientes, "Penso que a clientela acabou perdendo a referência do local onde já estavam acostumados a comprar. Por outro lado, a conquista do novo é sempre bem vinda", declarou. Esperançoso com relação às reformas para o Mercado Municipal e o Camelô, ele revela o que espera para o futuro, "Acredito em dias melhores para os camelôs campistas, apesar de infelizmente dependermos para o nosso sustento, de gestores com má vontade para conosco, isto é lamentável", concluiu o Bino do camelô.

domingo, 31 de maio de 2015

De feirante à freguês

Por: Aline Mendes
Edição: Yan Tavares
 
   Por quase quatro décadas José Inácio Ferreira 80 anos foi feirante. Vendia frutas, sendo algumas inclusive, de sua própria chácara, onde mora - em Travessão de Campos. A outra parte das frutas, vinham da Bahia e de Santa Luzia-ES. O Zé mineiro de Governador Valadares veio para Campos com 25 anos e trabalhou na Usina São José como cortador de cana. Na época, com dois filhos pra criar, precisava de uma renda melhor, até que conseguiu fazer uma inscrição para trabalhar no Mercado Municipal e logo em seguida adquiriu um ponto. Como não existia hortifrúti, as pessoas tinham que recorrer até o mercado. Com o passar do tempo, passou a ter muitos clientes, em sua barraca, onde também vendia coco rolado na hora, e pimenta moída.
   “Tínhamos alguns problemas com a fiscalização para com as mercadorias, até que conseguimos alvará para fixá-las no local. No início, tínhamos que levar embora todo fim de expediente. Eu inclusive, pagava alguns meninos para levar os produtos, depois trazê-los de volta, em uma carroça, chegando onde morava, eu pagava para guardar em um deposito. E assim fazíamos de domingo a domingo. Quem não tinha dinheiro para pagar fazer assim, era obrigado a vender barato, depois de pagar mais caro, se não perderia tudo. Os lucros eram bons, antes tudo era a preço de banana, comíamos dentro do mercado mesmo - antes era caro um prato de comida a R$ 10 - assim podia, sustentar casa, filhos e algumas namoradas na rua", brinca seu Zé.
 
   Ele conta ainda que acordava às 4h,para colher as frutas,  saia às 5h30min de sua casa e trabalhava na feira das 6h às 17h. "Na viagem, eu ainda dava umas frutinhas ao motorista, como um agrado." Ele possuía vara de porcos e fornecia para alguns colegas mercado. Ainda sobre a sua rotina, ele nos conta como era aos domingos, "Os domingos eram dia de toque de recolher, às 14h éramos obrigados a fechar para lavar, se o movimento fosse bom e passasse do horário, nós éramos multados. Hoje muita coisa mudou, as bancadas que agora são de cimento, antes eram cavaletes, tabuleiros e caixotes. O mercado antes era na lama, tinha que comprar esteira e papelão pra forrar no chão, diria que era quase que um brejo, hoje fizeram valão, jardim e galeria. Os ônibus passavam sempre onde era o camelô, depois mudou à rodoviária”, conclui o relato, o ex-feirante.
 
   Hoje o seu Zé - que declara ter sido um feirante de bom relacionamento em toda a feira, apesar de ser até hoje lembrado, como o “Zé Mineiro” deu um tiro no telhado do mercado -, já não trabalha mais no mercado, mas vai toda semana fazer sua feirinha e reencontrar os amigos de longas datas e bater um papo. Amigos esses, que o declaram como verdadeiro patrimônio histórico, devido às suas tantas histórias, em um lugar que conhece por completo. Por onde passa, é cumprimentado por todos que o conhecem. Para ele, não existe lugar melhor, "Sempre venho aqui, é parada obrigatória", declarou. Em sua volta para casa, cheio de alegria com suas compras, faz cerca de 40min de ônibus - da feira à travessão. Diante de tamanha história, este personagem, faz por merecer a cobertura de um dia com este:

 
Fazendo feira


Feliz com suas comprinhas


Com os amigos
Esperando ônibus na rodoviária 

Chegando à casa

sexta-feira, 29 de maio de 2015

"É preciso seguir as normas do governo", diz açougueiro.

Por Alexandre Henriques
Edição: Amanda Barreto


     Esse é Leonardo de Souza do Espírito Santo, de 34 anos;  ele é casado, tem um filho e trabalha no Mercado Municipal de Campos.


     Leonardo, desde a adolescência, acompanha e ajuda o seu pai Manel - que tem 75 anos e há 59 trabalha no Mercado vendendo carne bovina, suína e linguiça fresca. Todos os dias ele começa a trabalhar às 6 da manha e só pára às 7 da noite.
     Leonardo disse que com o trabalho de longos anos e dedicação à profissão, já garantiu uma boa freguesia; e quando os fregueses não o encontram, voltam em outro horário - ou um outro dia - porque já acostumaram com o seu atendimento.  
     Quando perguntado sobre o que acha da futura mudança do Mercado, o açougueiro disse que não é contra e até já pensou em uma reforma no seu estabelecimento, mas a Prefeitura pediu que ele esperasse, "É preciso também que os comerciantes sigam as normas estabelecidas pelo governo", afirmou.







quinta-feira, 28 de maio de 2015

A criatividade é o sucesso garantido

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares 

   Diz o ditado que "a propaganda é a alma do negócio", e a expressão vale para diversas situações. Inclusive para quem trabalha no camelô, anunciar o produto de maneira criativa pode gerar boas vendas. Em Campos dos Goytacazes, o antigo costume ainda é mantido, mas com adaptações bem humoradas. 


   Trabalhando há 20 anos no camelô de Campos, Paulo Pereira, 50 anos, mais conhecido por sua clientela como Paulinho, conta detalhes sobre a sua vida de comerciante, "Aqui eu vendo carteiras, relógios, celulares, controles remotos, fones de ouvido, lanternas, acessórios, produtos dos mais diversos. Material legal que atrai clientes, que vem para comprar e até revender em outros lugares. Sempre tento puxar assunto com o cliente, incentivar a pessoa falar o máximo possível, virando um amigo fiel  dos clientes. Certamente dias depois, eles já identificaram meu ponto de venda e vem aqui me encontrar para comprar meus produtos" relata o comerciante.


   Paulinho ainda ressalta que todo trabalho tem que se fazer com dedicação,"Eu amo o que faço, transmito humanidade, carinho, atenção e simpatia. Sou um homem realizado, graças a Deus. O camelô representa tudo em minha vida." concluiu Paulo. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Insegurança para feirantes e camelôs

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   O Mercado Municipal, assim como qualquer outro lugar, não está livre de assaltos, da onda de violência, seja ela física, moral ou psicológica. Diante disto, aumenta-se também a vulnerabilidade social, por conta da quase total falta de segurança. 
   Os permissionários por exemplo, tem sofrido nos últimos  meses com frequentes assaltos, passando de pequenos furtos, à assaltos à mão armada. Nos últimos cinco meses, três camelôs tiveram seus material de trabalho roubado, quando chegavam aos seus postos de trabalho pela manhã.
   Casos semelhantes, também aconteceram com dois feirantes, que tiveram suas mercadorias roubadas nos horários de maior vulnerabilidade no local, entre 4h e 6h e principalmente entre 18 e 19 horas, quando acontece o fechamento das vendas e levantamento dos lucros por parte dos comerciantes do local.
   Segundo informações do 8º Batalhão de Polícia Militar(BPM), os últimos registros envolvendo mercado ou camelô, se trataram de brigas paralelas, entre os camelôs ou mesmo os próprios feirantes, e também nos bares e botecos - entre seus frequentadores -, todos considerados, conflitos de ordem interna. 

 
     Foto arquivo 8º BPM momentoverdadeiro.com


   Ainda segundo informações do 8º BPM, o último caso registrado foi uma manifestação envolvendo camelôs, feirantes e alguns populares.

domingo, 24 de maio de 2015

Procura-se a voz do mercado

Por: Jhonny Diorel
Edição: Yan Tavares

   No Mercado Municipal de Campos encontramos verduras, legumes, frutas, carnes, vendedores, consumidores, enfim, gente que faz o mercado no dia a dia. Há toda uma engrenagem funcionando para que o trabalho seja desenvolvido como manda o figurino. Mecanismos de trabalho, como mão de obra, criatividade, ideias, pessoas, vozes... Aliás, vozes? Esta é a palavra, vozes do mercado, vendedores, consumidores e uma voz em questão: 

   Aquela voz que ecoa no mercado. Mas qual é, quem é, onde está? Procura-se a intrigante voz do mercado. Segundo informações de feirantes e frequentadores, um serviço de auto-falante volante que atende o mercado, onde está instalada, atendendo também aos comerciantes das proximidades, com o serviço som volante, divulgando os produtos que ali são vendidos.

   
   Esse sistema de som no local é chamado por todos ali, de de Rádio do Mercado. Porém, no local improvisado, até o momento, nenhum funcionário ou mesmo responsável pelo serviço ali presente, foi encontrado. Fato é que continua a saga em busca da (s) voz (es), ecoada no nosso mercado. Por enquanto, ficamos apenas com a ideia de uma voz desta rádio, e na expectativa de que a qualquer momento alguém entre ou saia por esta porta. 


sexta-feira, 22 de maio de 2015

A esperança de um novo mercado

Por Alexandre Henriques
Edição: Amanda Barreto 


     Esse é Manoel Ribeiro Souza, ele tem 73 anos e há 50 vende carne suína no Mercado Municipal.




     Segundo ele, é do açougue que sai todo o sustento da família. Seu Manel, como é conhecido, é casado, tem 10 filhos e 32 netos. Morador do bairro Pecuária, disse que acorda bem cedo - às 5 horas da manhã -  pega o ônibus e vai ao encontro de sua rotina de trabalho. Ele fica no Mercado de 6 da manhã até às 18 horas.
     O açougueiro disse também que tem uma boa freguesia. "Continuarei trabalhando até o dia que Deus quiser, porque o trabalho faz parte da construção de uma sociedade mais justa", afirmou.
     Quando o assunto é a reforma do mercado, Seu Manel disse que realmente o local está precisando de melhorias, "Anseio por esta mudança, mas que não fique só em palavras, temos que melhorar o Mercado para que possamos ter um movimento melhor", diz o açougueiro.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Nem uma moedinha de um real

Por: Romário Júnior
Edição: Yan Tavares

   Há mais de 45 anos no camelô, Eliete da Silva tem 65 anos e é mãe de 3 filhos. Ela faz duras críticas às obrigações que foram prometidas após a mudança do Shopping Popular. "Não dá mais para confiar nas promessas que foram ditas a nós, porquê até hoje não foram realizadas. Precisamos de uma certeza, porque nesse local não há estrutura para trabalhar. Aqui nós não conseguimos vender 10% do que vendíamos há 1 ano e 3 meses" disse a camelô. 


   Eliete ainda se mostra bastante pessimista em relação a alguma melhoria no camelódromo, "Não me iludo esperando que algo melhore aqui dentro. Ainda bem que sou aposentada, porque não teria como sustentar minha família só com o dinheiro das vendas daqui. Tem dias que não consigo arrecadar nem R$1, o movimento é muito fraco" lamentou a permissionária.

"Para quem veio da rua foi bom" afirma camelô.

Por: Geovana Barcelos
Edição: Yan Tavares

   Há mais de vinte anos trabalhando como camelô, Luciana Louleiro afirma que para ela que trabalhava na rua, a transição provisória foi boa por um lado por conta da estrutura, e ruim por outro devido à queda nos lucros. "O movimento diminuiu bastante, no meu antigo local eu podia fazer prestações contando com o dinheiro, hoje não posso mais" relatou Luciana.
 


   A principal de suas reclamações é a falta de divulgação - prometida aos camelôs assim que se mudaram para o local provisório -, "Se houvesse divulgação o movimento seria outro", concluiu a permissionária.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Um patrimônio composto por pessoas!

Por Amanda Barreto
Edição: Romário Júnior


     São quase 94 anos de História construídos nas paredes do seu prédio; cada um dos tijolos carrega a herança de um contexto de inovações e reformulação urbana. Um Mercado criado para simbolizar o progresso. Um Patrimônio que, em seus corredores, guarda a memória da cidade de Campos dos Goytacazes.
     Essas são as raízes do Mercado Municipal que as pessoas não veem, escondido sob algumas ruínas e um prédio antigo caindo aos pedaços. Mais invisíveis ainda são aqueles que, de geração em geração, há mais de 90 anos fazem girar a roda vida, fazem produzir o "moinho", fazem com que o Mercadão aconteça.
     Retratos de Histórias com "H" maiúsculo, vidas dedicadas e construídas pelos corredores do prédio tombado; cada um desses rostos traz o olhar do Mercado, o verdadeiro Patrimônio...



Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto

Foto: Amanda Barreto




domingo, 17 de maio de 2015

Comerciante afirma ter maiores lucros no espaço provisório do Shopping Popular

Por: Aline Mendes
Edição: Yan Tavares

   Há quase quatro décadas Luís dos Santos Azevedo, 56 anos, pai de 5 filhos e 3 netos, trabalha vendendo seus artesanatos. Antes trabalhava no terminal do Centro e agora está no espaço provisório do shopping popular.

   
   “O meu movimento é muito melhor do que era lá, as pessoas precisam entender que a fase boa passou, todos estão com a ilusão de que será melhor se não mudar. Antes estavam espalhados e agora todos ficarão no mesmo lugar, isso dificultará bastante o movimento.” Orgulhoso de seu ofício, ele revela o segredo, "Quanto mais a gente produz, mais aperfeiçoado ficam os cordões, brincos e pulseiras de macramê como outros artesanatos. Minha vida se resume aqui, meu sustento tiro daqui. Sou a favor do tombamento, pois a reforma é necessária, as fiações estão a ponto de pegar fogo e quando chove, chove mais dentro do que fora do mercado.” Consciente, ele entende que o momento era outro quando foi dada a largada da mudança. “As pessoas tem que ter paciência e entender que o projeto foi discutido antes da crise em Campos e no Brasil, acredito que irá atrasar um pouco, vai prejudicar a todos em geral.” Com alguns anos de estrada e muita bagagem nas costas, conta sobre o que espera do futuro, “Em outros tempos era dividido assim, A.C (Antes de Cristo) e D.C (Depois de Cristo), hoje em dia é A.I (Antes da Internet) e D.I (Depois da Internet). A internet é o fim da humanidade, quando meus filhos eram pequenos, achava que o futuro seria lindo, mas vejo que não, hoje tudo é a internet o almoço em família existe mais primeiro tem que mandar aquela mensagem pro amigo.” Ele pensa que os brasileiros são acomodados  e relembra que há três anos havia falado sobre essa crise de hoje, “Quando a política ajuda com passagem a um real, casas e almoço, as pessoas podem não querer mais trabalhar, achando que o governo tem que sustentar  a família inteira. Ele brinca em contar a história do nosso país,  "O Brasil já começou errado desde quando foi descoberto, escolheram os piores navegantes e tudo de ruim que tinham e mandaram para cá." Muito ligado em política, sonha em gravar um clip com essa música de sua autoria vestido de mendigo.